Segundo a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil. O relatório foi lançado nesta quinta-feira (19), pelo Instituto Semesp.
Apesar da desaceleração do ensino a distância, em comparação com a explosão ocorrida durante a pandemia, a quantidade de matrículas no EaD superou as presenciais pela primeira vez. Pouco mais de 50% dos estudantes aderiram a essa modalidade.
Segundo o estudo, a parcela de jovens de 18 a 24 anos matriculada é de 20,8%, considerada baixa pelo diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.
“Se a gente olhar, pegando o exemplo da Colômbia, eles chegam a 35%, o ensino superior lá é muito mais antigo; no Chile, é 40%. Pegar na Coreia, é pra lá de 70%... a média dos países da OCDE é 44%. Então, a gente tá muito baixo. O Plano Nacional de Educação falava em 33% em 2024. Isso é realmente o grande problema que a gente tem: dar acesso aos mais jovens”.
O Brasil tem duas mil e duzentas (2.244) instituições privadas de ensino superior. Ainda minoria, os centros universitários tiveram o maior crescimento, triplicaram em dez anos, aumento de mais de 200%.
Qualidade da formação
De acordo com o estudo, o avanço dos centros universitários, a perda de espaço das faculdades e o uso intensivo da EaD no setor privado acende alerta sobre a qualidade da formação. Centros universitários podem criar cursos sem autorização do Ministério da Educação, diferente do que acontece com faculdades e universidades.
Para Rodrigo Capelato as faculdades e universidades precisam de políticas públicas para sobreviver, e destacou a importância das universidades para produção de ciência.
“Quem estudou em universidade, 30,4%, bem maior que dos outros, pensa em seguir carreira acadêmica. Olha a importância de se investir na questão da universidade. É aqui que a gente vai desenvolver pesquisadores, cientistas etc”.
Ainda segundo o relatório, o total de matrículas no país voltou a aumentar entre 2023 e 2024: crescimento de 2,5%. Desses alunos, oito em cada dez estão em instituições privadas.
FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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