A irregularidade das chuvas e o calor intenso já provocam frustração de safra em diferentes pontos do Estágio como é o caso do município de Ibirubá, onde na primeira semana de fevereiro, especialmente nas regiões norte e sul, onde as perdas começam a se consolidar no campo. As informações são do escritório local da Emater, por meio do engenheiro agrônomo Oneide Ernesto Kumm.
De acordo com o técnico, as áreas mais castigadas estão concentradas na região norte — nas localidades de Capela Fátima, São Sebastião, Fazenda Itaíba e São Paulo Pontão — e também na região sul, com destaque para a Linha Pulador Sul. Nessas áreas, os efeitos da estiagem prolongada e das altas temperaturas têm sido mais severos, impactando diretamente o desenvolvimento das lavouras.
Já as localidades mais próximas à cidade apresentam desempenho relativamente melhor. Ainda assim, segundo a Emater, todo o município registra algum nível de impacto, em maior ou menor proporção, em função das irregularidades nas precipitações e dos baixos volumes acumulados ao longo do ciclo produtivo.
Entre os principais fatores que contribuíram para a quebra de produtividade estão o calor escaldante, a falta de chuvas — que em algumas localidades chegou a intervalos de até 25 dias sem precipitação — e a redução de investimentos em manejo, consequência direta dos elevados custos de produção enfrentados pelos agricultores.
O cenário climático amplia a preocupação em todo o Estado. A estimativa inicial aponta possibilidade de queda de produtividade entre 20% e 30%, caso as condições adversas persistam nas próximas semanas.
Conforme análises meteorológicas divulgadas por veículos especializados do setor agropecuário, a elevada amplitude térmica, associada ao predomínio de tempo seco, alta radiação solar e ventos frequentes, intensificou a perda de umidade do solo. As precipitações registradas recentemente foram isoladas e de baixo volume, insuficientes para recompor de forma significativa o armazenamento hídrico nas áreas agrícolas.
Diante do cenário, produtores seguem atentos às previsões e aguardam mudanças nas condições climáticas para minimizar os prejuízos já registrados nesta safra. Em Ibirubá a soja cobre aproximadamente 40 mil hectares de lavoura. A irrigação está presente em cerca de 10% da área.
FONTE/CRÉDITOS: Rádio Cidade Ibirubá
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