A colheita da soja no Rio Grande do Sul segue avançando, embora ainda enfrente desafios provocados pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo produtivo. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (23) pela Emater/RS-Ascar, a operação já atinge 68% da área cultivada, estimada em 6.624.988 hectares.
Mesmo com precipitações mais concentradas na Metade Sul e irregulares nas demais regiões, o avanço é considerado significativo. No entanto, as chuvas desiguais exigiram adaptações por parte dos produtores, como o aumento do número de máquinas colhedoras e a ampliação das jornadas de trabalho durante os períodos de tempo firme.
A instituição destaca ainda uma elevada variabilidade produtiva nas lavouras, reflexo direto da distribuição irregular das chuvas, especialmente durante a fase de enchimento de grãos. Nesse período, episódios de déficit hídrico aliados a temperaturas elevadas comprometeram o potencial produtivo. A produtividade média estimada está em 2.871 quilos por hectare, o equivalente a 47,85 sacas.
Milho se aproxima do fim da colheita
A safra de milho no estado está em fase final, com 90% dos 803.019 hectares já colhidos. O avanço das operações foi limitado em alguns períodos devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, onde a umidade elevada dos grãos dificultou o trabalho das máquinas.
Ainda restam áreas implantadas em períodos intermediários e tardios, que se encontram em fases reprodutivas ou em final de enchimento de grãos. Essas lavouras foram beneficiadas pelas chuvas recorrentes desde meados de março, consolidando um rendimento médio estimado em 7.424 kg por hectare. A expectativa de produção total é de 5.961.639 toneladas de milho nesta safra.
Apesar dos entraves climáticos, a qualidade dos grãos colhidos é considerada satisfatória nas áreas onde a colheita ocorreu em condições adequadas, embora a umidade elevada tenha exigido maior atenção por parte dos produtores.
Milho para silagem enfrenta dificuldades operacionais
Nas lavouras destinadas à silagem, a maior parte já foi colhida, alcançando cerca de 87% da área. As áreas remanescentes, principalmente da safrinha, seguem em fase reprodutiva e apresentam bom acúmulo de biomassa, favorecido pela umidade do solo.
Entretanto, as chuvas frequentes têm dificultado o corte, além de comprometer a eficiência no enchimento e compactação dos silos. Essa condição pode impactar a qualidade da fermentação do material ensilado. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta uma área de 345.299 hectares, com produtividade média de 37.840 quilos por hectare.
FONTE/CRÉDITOS: Emater Ascar
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