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Comissão Estadual define tema dos Festejos Farroupilhas 2026
Ascom Sedac

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Comissão Estadual define tema dos Festejos Farroupilhas 2026

Os 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis serão homenageados nas festividades tradicionalistas

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Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (10/2), a Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas 2026 deu início aos preparativos para as festividades tradicionalistas do ano. O grupo definiu o tema “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, em homenagem ao quadricentenário das Missões. Com a participação do secretário da Cultura, Eduardo Loureiro, a coordenadora de Tradicionalismo Gaúcho da Secretaria da Cultura (Sedac), Denise Gress, foi reconduzida ao posto de presidente da Comissão, e Ivana Maria Genro Flores foi eleita vice-presidente, com Aquiles Barboza como secretário.

Loureiro destacou o caráter transversal da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, instituída pelo Decreto 45.816/2008, e agradeceu o comprometimento dos representantes das 19 instituições e órgãos públicos que integram o colegiado. O secretário também reforçou a importância da temática que norteia as comemorações farroupilhas de 2026. “Falar das Missões é falar da formação do nosso Estado, uma experiência única vivida pelos jesuítas e pelos indígenas Guaranis, inaugurando modelos de sociedade prósperos e com perfil colaborativo, legado que está sendo homenageado neste ano por sua importância histórica e influência sobre o próprio tradicionalismo”, enfatizou.

De acordo com Denise Gress, o tema não poderia ser outro, já que a história das Missões é nossa base cultural. "A cultura gaúcha iniciou com as Reduções Jesuíticas. Essa ligação é histórica e deve ser lembrada e comemorada”, apontou Denise. O tema foi apresentado por José Antônio Borges, o Xirú Antônio, e pelos historiadores Márcia Borges e Cesar Tomazini, responsáveis pela pesquisa que fundamenta a escolha. De acordo com Xirú Antônio, o trabalho de elaboração da temática iniciou há mais de um ano. “Encontramos muito material registrado pelos Jesuítas, que mantinham tudo documentado, o que, agora, nos permite chegar a essa homenagem”, explicou Borges.

Tomazini destacou a influência Guarani no vocabulário e nos topônimos (substantivos próprios que designam lugares) gaúchos, enquanto Márcia reforçou o papel das mulheres indígenas para a formação da cultura gaúcha. “A importância da mulher Guarani não poderia ficar de fora. Elas detinham todo o conhecimento da agricultura, a técnica indígena do artesanato, determinando o cotidiano nos grupamentos indígenas e influenciando fortemente o funcionamento das reduções”, lembrou Márcia.

FONTE/CRÉDITOS: Ascom Sedac
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