O levantamento também destaca que sistemas de manejo conservacionista, como o plantio direto e a manutenção de cobertura vegetal permanente, podem triplicar a taxa de infiltração de água no solo em comparação aos sistemas convencionais. Solos com níveis adequados de matéria orgânica, segundo a Emater/RS-Ascar, têm capacidade de armazenar centenas de milhares de litros adicionais de água por hectare. O informativo ainda aponta a construção e recuperação de terraços, o cultivo em nível e o uso de mix de plantas de cobertura como estratégias importantes para reduzir perdas de solo e água e aumentar a estabilidade produtiva.
Na pecuária, a recomendação é para planejamento antecipado do manejo das áreas. Entre as medidas indicadas estão o ajuste da carga animal, a adequação do pastejo e a redução do trânsito excessivo de animais em locais mais suscetíveis ao encharcamento e à degradação do solo.
A Emater/RS-Ascar reafirmou que seguirá atuando junto aos produtores gaúchos no desenvolvimento de sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis. Segundo o órgão, iniciativas como o Programa Operação Terra Forte funcionam como instrumentos de apoio técnico para recuperação e manejo conservacionista dos solos. A entidade também ressaltou a importância de ferramentas de monitoramento climático, como o SIMAGRO, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, no suporte à tomada de decisões diante da intensificação da variabilidade climática.
O informativo conclui que a adoção de sistemas produtivos voltados à conservação do solo fortalece a resiliência da agropecuária e contribui para ampliar os processos de infiltração hídrica nas áreas de precipitação, reduzindo o escoamento superficial e os impactos hidrológicos negativos ao longo das bacias hidrográficas do estado.
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