O presidente Lula deu uma série de recados aos ministros durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira. O presidente fez questão de se dirigir aos indicados do centrão e cobrar uma postura mais enfática de defesa do governo. Ele reclamou do fato de seus ministros estarem em eventos - como o da Federação do PP e União Brasil, na semana passada - e assistirem calados às críticas lançadas contra à gestão petista. O incômodo se deve pelo fato dos ministros André Fufuca (PP-Esportes) e Celso Sabino (União-Turismo) não terem se manifestado favoravelmente ao governo durante o evento.
Ele ainda cobrou do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes (PDT), uma atuação mais presente no Congresso e citou a CPMI do INSS como exemplo, considerado um grande erro pelo fato de que a oposição conseguiu emplacar a presidência e a relatoria do colegiado. Embora ocupe outra legenda, o ministro é uma indicação do União Brasil, mais precisamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Lula ainda fez acenos ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que integra o Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas. Lula disse que, mesmo que seja um correligionário do possível presidenciável da direita, Silvio será bem-vindo no governo.
Por fim, Lula leu uma entrevista de Getúlio Vargas, da década de 50, onde ele defendia a soberania nacional e citava o rico se sobrepondo ao pobre, numa referência ao momento atual.
"Conheço meu povo e tenho confiança nele. Tenho plena certeza de que serei eleito, mas sei também que, pela segunda vez, não chegarei ao fim do meu governo. Terei de lutar. Até onde resistirei? Se não me matarem, até que ponto meus nervos poderão agüentar? Uma coisa lhes digo: não poderei tolerar humilhações", diz o trecho.
Foto divulgação
FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
Comentários: