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Escassez de diesel já atinge um terço dos municípios gaúchos e motiva decretos de emergência
Reprodução/Divulgação.

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Escassez de diesel já atinge um terço dos municípios gaúchos e motiva decretos de emergência

Levantamento atualizado da Famurs aponta 170 cidades afetadas; presidente Adriane alerta para o risco de paralisação de serviços

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A crise no abastecimento de óleo diesel no Rio Grande do Sul sofreu um forte agravamento na última semana. De acordo com o monitoramento atualizado da Famurs, o número de municípios que relatam dificuldades na compra de combustível subiu para 170, o que representa um terço de todo o estado. O cenário coloca em risco a continuidade de serviços públicos essenciais e ameaça o escoamento da safra agrícola. Até o momento, 392 prefeituras respoderam a pesquisa da Famurs.

 

O reflexo mais agudo da escassez está na Região Central do estado, onde a impossibilidade de manter a frota operacional levou prefeituras a adotarem medidas extremas. Até o momento, quatro municípios já decretaram situação de emergência devido à falta de combustível: Formigueiro, Tupanciretã, Júlio de Castilhos e São Sepé.

 

A Famurs alerta que o quadro é de agravamento imediato e exige atenção das autoridades. Segundo a presidente da entidade, Adriane Perin de Oliveira, a estimativa é de que os estoques locais nas prefeituras atingidas tenham autonomia para apenas 10 a 15 dias, o que torna a situação crítica. 

 

O impacto é especialmente dramático para o setor produtivo, visto que o RS está no auge da colheita de arroz e soja. “O alerta é para o risco de colapso no coração da nossa economia. Sem diesel, o campo para, o transporte trava e os custos sobem para toda a cadeia até chegar à mesa do consumidor”, pontua a presidente Adriane. 

 

Diante da gravidade, a Federação cobra das autoridades e distribuidoras transparência total sobre os estoques reais para permitir que os gestores organizem os serviços mínimos de saúde e segurança.

 

A Famurs segue em contato permanente com os prefeitos para atualizar o mapa da escassez e buscar, junto aos governos estadual e federal, soluções que garantam a prioridade no abastecimento para serviços públicos fundamentais e para o setor logístico da safra.

FONTE/CRÉDITOS: Portal RS News
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