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Formação e inovação ampliam oportunidades para agricultores familiares
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Agro

Formação e inovação ampliam oportunidades para agricultores familiares

Formação e inovação ampliam oportunidades para agricultores familiares

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Capacitação técnica e aprendizado na prática são ferramentas fundamentais para o crescimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul. Por meio de cursos realizados em sete centros de treinamento espalhados pelo estado — localizados em Bom Progresso, Canguçu, Caxias do Sul, Erechim, Montenegro, Nova Petrópolis e Teutônia —, a Emater/RS-Ascar qualifica produtores rurais com uma metodologia baseada em “aprender fazendo”. Além da formação, a instituição oferece suporte técnico contínuo depois do término das aulas, para garantir que o conhecimento adquirido seja aplicado diretamente nas propriedades.
 

Referência na Serra: o Centro de Formação de Fazenda Souza

 
Um dos principais espaços de capacitação é o Centro de Formação de Fazenda Souza (Cefas), em Caxias do Sul, que atua alinhado à política estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters). Atualmente, o centro oferece cinco cursos que abrangem desde atividades produtivas até gestão e sustentabilidade:
 
  • Processamento de frutas e hortaliças (versões doces e salgadas);
  • Produção artesanal de laticínios;
  • Boas práticas de fabricação de alimentos;
  • Vinificação;
  • Temas transversais: gestão da propriedade, preservação ambiental, organização social e comercialização.
 
Segundo a coordenadora do Cefas, Elenise Trevisam, o público principal é formado por agricultores familiares, o que torna o aprendizado ainda mais rico, com troca de experiências entre pessoas de diferentes gerações e realidades. Anualmente, centenas de pessoas participam de cursos de curta e média duração no local.
 
O centro também desenvolve ações específicas voltadas para jovens e mulheres, com o objetivo de estimular a autonomia, a geração de renda e a permanência desses grupos no meio rural.
 

Unidade de Laticínios: formação e inovação

 
Na área de laticínios, os cursos capacitam produtores interessados em fabricar queijos tradicionais tanto para consumo próprio quanto para comercialização em agroindústrias. São produzidos queijos coloniais, parmesão, coalho, minas frescal e outros tipos, conforme a demanda dos alunos.
 
Para o extensionista rural e instrutor João Carlos Santos da Luz, o espaço vai além da formação: “Somos também um centro de experimentação, onde desenvolvemos produtos novos, como queijos trufados e recheados. Grande parte das agroindústrias gaúchas passa por nossos centros para se atualizar”, destaca.
 

Resultados que chegam diretamente ao campo

 
Os efeitos das capacitações são visíveis na rotina das famílias rurais: há melhorias na organização da produção, adoção de técnicas mais eficientes, gestão mais qualificada e, em muitos casos, aumento da renda. Muitos produtores contam como os cursos mudaram sua realidade — seja ao decidir continuar morando no campo, ao diversificar o que é produzido ou ao se adaptar a novas regras sanitárias e de mercado.
 
Um exemplo é a família Wolschick, da região da Serra. Pai, mãe e filha se inscreveram juntos no curso de Processamento de Frutas e Hortaliças Salgadas para aprimorar a produção de molho de tomate de sua pequena indústria. “Queríamos aprender novas técnicas e boas práticas para melhorar nosso produto e conquistar mais clientes”, conta Jaqueline, filha do casal Ilaine e Inácio.
 

Tradição e qualidade no curso de Vinificação

 
Outro destaque é o curso de Vinificação, muito procurado por tratar de uma atividade tradicional na região serrana. Somente neste ano, já foram realizadas três edições, todas com turmas lotadas. Além de aulas teóricas, os alunos participam de todas as etapas práticas: pesagem e desengace das uvas, medição do teor de açúcar, preparo de leveduras e todo o processo de fabricação.
 
Conforme explica o enólogo e instrutor Thompson Didone, o conhecimento levado para casa faz toda a diferença: “Mesmo ensinando os passos básicos, percebemos uma melhora muito grande na qualidade dos vinhos produzidos nas propriedades depois do curso”.
 

Metodologia: saber técnico e conhecimento popular lado a lado

 
O grande diferencial do Cefas é a forma como ensina: as aulas práticas são o centro de todo o processo. O conhecimento que os próprios agricultores já trazem de sua vivência é valorizado e integrado às atividades, criando um diálogo constante entre o saber técnico e a experiência do dia a dia no campo. Depois dos cursos, a equipe da Emater/RS-Ascar continua acompanhando os alunos para auxiliar na aplicação do que foi aprendido.
 

Olhar para o futuro

 
Os cursos são abertos também ao público em geral, não apenas a agricultores familiares. Os conteúdos são definidos com base nas necessidades observadas pelos extensionistas no campo, mas também seguem diretrizes de políticas públicas estaduais e federais.
 
Nos últimos anos, ganharam espaço temas como gestão rural, agroindustrialização, boas práticas agrícolas, uso consciente dos recursos naturais e sucessão familiar — todos fundamentais para manter as famílias no campo, gerar renda e melhorar a qualidade de vida. Para os próximos anos, a ideia é ampliar ainda mais a oferta com assuntos como tecnologia no campo, agricultura ecológica, segurança alimentar e energias renováveis.
 

 

Programação do segundo semestre de 2026 – Cefas

 
  • Boas Práticas de Fabricação (alimentos): 06 a 09/07 e 09 a 12/11
  • Processamento Artesanal de Laticínios: 10 a 14/08
  • Processamento de Frutas e Hortaliças (versão doces): 14 a 17/09 e 07 a 10/12
 
Informações e inscrições:
 
Escritórios municipais da Emater/RS-Ascar
 
Telefone: (54) 9 99816199
 
E-mail: etrevisan@emater.tche.br
 
 
 
 
 
 
FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
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