A Inspetoria Veterinária de Vacaria identificou a presença de morcegos hematófagos, transmissores da raiva herbívora, em diferentes comunidades do interior do município. A ocorrência está sendo acompanhada pelo Núcleo 04 de Controle da Raiva – PNCRH/RS.
Segundo informações do chefe da Inspetoria Veterinária, Lourival Bortolotto de Camargo, o caso inicialmente identificado foi considerado importado, uma vez que o animal envolvido teria vindo de fora do município.
Mesmo assim, a presença de morcegos hematófagos em diversas localidades mantém o alerta para os produtores rurais, devido ao risco de transmissão da doença aos animais.
Em Vacaria, foram registrados morcegos hematófagos nas comunidades de São Pedro, Capão da Herança, Refugiado, Capão Alto e Bela Vista.
Também houve registros em municípios da região, entre eles Bom Jesus, Campestre da Serra, Esmeralda, Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões e Pinhal da Serra.
A Inspetoria Veterinária de Vacaria concluiu as visitações em um raio de cinco quilômetros a partir da localidade de Capão da Herança. Até o momento, conforme as informações divulgadas, não foram encontrados animais apresentando sintomatologia nervosa.
Entre os dias 15 e 17 de setembro, o Núcleo 04 realizou ações de controle em mais de 100 morcegos hematófagos encontrados no interior de Vacaria.
De acordo com as autoridades, também houve aumento no número de relatos de agressões provocadas por morcegos hematófagos, com registros em praticamente toda a região.
A presença dos morcegos reforça a necessidade de atenção dos produtores rurais. As autoridades destacam a importância de manter a vacinação dos animais contra a raiva em dia e comunicar imediatamente aos órgãos responsáveis qualquer suspeita de doença ou ocorrência envolvendo morcegos hematófagos.
A raiva herbívora é uma doença grave que pode afetar animais de produção e exige acompanhamento e controle pelas autoridades sanitárias.
A orientação é para que produtores não tentem capturar ou manipular morcegos por conta própria. Em caso de ocorrência, a recomendação é comunicar a Inspetoria Veterinária ou o serviço oficial de defesa sanitária animal.
FONTE/CRÉDITOS: PNCRH/RS
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