O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia incluir o retorno da Petrobras para o mercado de distribuição de combustíveis em seu plano de governo para a disputa eleitoral deste ano.
A possibilidade é debatida pelo governo federal em meio ao impacto da guerra no Oriente Médio. A percepção do Palácio do Planalto é de que a existência de postos de combustíveis da Petrobras gera concorrência e minimiza o tabelamento de preços.
Mesmo que a BR Distribuidora, vendida em 2019 para a Vibra Energia, controlasse apenas um terço do mercado, os preços que a estatal praticava serviam como referência ao consumidor e evitavam que outras empresas cobrassem cifras abusivas, avaliam membros do governo.
Acontece, no entanto, que o contrato de venda da BR à Vibra, fechado em 2019, incluiu uma cláusula de não concorrência (non-compete). Na prática, a Petrobras não pode criar ou operar uma nova rede de postos que compita nesse mercado. A restrição é válida até meados de 2029.
Ainda existem postos com a bandeira Petrobras, operados pela Vibra Energia. No entanto, a marca BR/Petrobras só poderá ser utilizada até junho de 2029, conforme contrato de licenciamento após a privatização da BR Distribuidora.
Desde o início do governo, a Esplanada dos Ministérios reclama que os cortes nos preços de combustíveis pela Petrobras demoram a chegar ao consumidor final.
Na semana passada, ministros se reuniram com empresários para cobrar que seus postos repassem à ponta a nova redução de impostos e subvenção estabelecidas em resposta à guerra no Oriente Médio.
Além disso, Lula decidiu, em um pacote de ações mirando o mercado de combustíveis, reforçar o papel da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em fiscalizar possíveis abusos nesse mercado.
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