A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a operação Acerto de Contas, que apura a existência de um esquema estruturado de evasão fiscal e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul. As investigações apontam que o esquema seria articulado por um profissional da área contábil, que utilizava empresas de fachada para a emissão de notas fiscais inidôneas, com o objetivo de suprimir tributos e ocultar a origem de recursos ilícitos.
Ao todo, estão sendo cumpridas 261 ordens judiciais em 11 municípios gaúchos: Porto Alegre, Canoas, Dois Irmãos, Igrejinha, Sapiranga, Araricá, Tramandaí, Capão da Canoa, Campo Bom, Gravataí e Guaporé. As medidas incluem mandados de busca e apreensão e outras determinações judiciais relacionadas à investigação financeira e patrimonial dos envolvidos.
De acordo com a apuração policial, no centro do esquema criminoso está um contador que era frequentemente procurado por empresários interessados em reduzir ou até mesmo suprimir, de forma ilegal, o pagamento de tributos. Conforme os investigadores, além de atender demandas específicas desses empresários, o profissional também oferecia ativamente seus serviços ilícitos, valendo-se de seu conhecimento técnico e experiência na área contábil para estruturar mecanismos sofisticados de evasão fiscal e ocultação de patrimônio.
A investigação identificou a emissão sistemática de notas fiscais consideradas inidôneas, utilizadas para simular operações comerciais inexistentes ou irregulares. Esse mecanismo permitia tanto a diminuição artificial da carga tributária quanto a circulação de valores de origem ilícita, dificultando o rastreamento dos recursos pelos órgãos de controle.
A operação Acerto de Contas é realizada de forma integrada pela Polícia Civil, pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e pela Receita Estadual. As autoridades seguem analisando documentos e materiais apreendidos, que devem subsidiar o aprofundamento das investigações e a identificação de outros possíveis envolvidos no esquema.
FONTE/CRÉDITOS: Correio do Povo
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