A direção nacional do PT avalia retirar a pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo para apoiar Juliana Brizola (PDT). O movimento ganhou força após o presidente Lula indicar preferência pela neta de Leonel Brizola.
A mudança pode ocorrer por três caminhos. O primeiro é a convocação de um novo encontro estadual para rever a decisão tomada em dezembro. Apesar de mais democrático, é considerado lento e imprevisível, por envolver diretamente as bases do partido.
O segundo cenário é uma saída negociada. Nele, Pretto abriria mão da candidatura em nome da unidade da esquerda, podendo compor como vice ou disputar outro cargo. Até agora, no entanto, ele resiste à possibilidade e mantém a pré-candidatura.
Já o terceiro caminho é o mais direto: uma intervenção do diretório nacional. Nesse caso, o PT em Brasília pode decidir que o partido não terá candidato ao governo no Estado e impor o apoio a Juliana, mesmo sem acordo com a direção gaúcha.
A estratégia leva em conta as pesquisas mais recentes. Juliana aparece entre 24% e 30% das intenções de voto, enquanto Pretto varia de 19% a 27%.
A avaliação é de que a união pode fortalecer o grupo contra adversários como Gabriel Souza (MDB), candidato de Eduardo Leite, e o deputado Luciano Zucco, candidato do bolsonarismo.
FONTE/CRÉDITOS: Alo Gravataí
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