A Rede Estadual de Educação do Rio Grande do Sul está avançando na implementação dos Planos de Contingência Escolar para Eventos Climáticos, uma iniciativa coordenada pela Secretaria da Educação do Estado (Seduc) com o objetivo de preparar as escolas para situações de emergência causadas por eventos meteorológicos extremos.
Atualmente, 87 instituições de ensino da rede estadual estão desenvolvendo e colocando em prática seus próprios Planos de Contingência Escolar, conhecidos como Plancon Escolar. A proposta integra a estratégia das Escolas Resilientes, criada após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
Entre os destaques estão as Escolas Estaduais de Ensino Fundamental Souza Lobo e Helena Litwin Schneider, ambas localizadas em Porto Alegre, que já se encontram em estágio avançado de implementação dos planos.
O Plancon Escolar é elaborado de forma participativa, envolvendo equipes diretivas, professores, estudantes e a comunidade escolar. O documento estabelece procedimentos e ações a serem adotados antes, durante e depois de situações de emergência climática, considerando as características específicas de cada localidade.
Na Escola Souza Lobo, situada no Bairro São Geraldo, na Zona Norte da Capital, o trabalho teve início em março e contou com a participação ativa dos estudantes. A instituição já realizou simulações de evacuação e treinamento com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, além de atividades internas para reforçar os protocolos de segurança.
Segundo a diretora Karla Bolson, o processo permitiu uma reflexão sobre os desafios climáticos e fortaleceu a aproximação da escola com órgãos como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.
Já na Escola Helena Litwin Schneider, localizada no Bairro Jardim Itu, a construção do plano também ocorre de forma colaborativa. A equipe participou de reuniões técnicas junto à Defesa Civil Estadual, realizou o mapeamento de riscos e definiu rotas de fuga e responsabilidades dos profissionais em caso de emergência. A escola agora se prepara para executar sua primeira simulação prática.
De acordo com a orientadora Cristiane Alves Jacobi, a implementação do plano representa um importante avanço na proteção da vida e na promoção da cultura de prevenção e autocuidado dentro da comunidade escolar.
A secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira, destacou que a adaptação climática deve ser tratada como uma política permanente, reforçando a importância das formações e do acompanhamento técnico oferecidos pela Seduc para que cada escola desenvolva estratégias adequadas à sua realidade.
Além da elaboração dos planos de contingência, a estratégia das Escolas Resilientes contempla formação continuada dos profissionais da educação, inserção do tema no currículo escolar, fortalecimento da gestão educacional e ações voltadas à segurança e ao bem-estar de estudantes, professores e famílias.
A iniciativa conta com a parceria da Defesa Civil Estadual, do Instituto Alana e da organização Vozes da Educação, consolidando um esforço conjunto para tornar as escolas gaúchas mais preparadas diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
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