O Rio Grande do Sul fechou o ano de 2025 como o sétimo principal exportador do Brasil, somando US$ 21,5 bilhões em vendas externas e participação de 6,2% no total nacional. Os dados foram divulgados pelo Governo do Estado e apontam que o desempenho foi impulsionado especialmente pelo primeiro trimestre do ano, quando as exportações cresceram 12,1%.
A pauta de exportações do Estado foi liderada pelo complexo soja, responsável por US$ 5 bilhões em vendas externas. Na sequência aparecem fumo e seus derivados, com US$ 3 bilhões, carnes, com US$ 2,7 bilhões, produtos florestais e cereais, farinhas e preparações, ambos com US$ 1,2 bilhão, além dos veículos rodoviários, que alcançaram US$ 1,1 bilhão ao longo do ano.
Os números integram o Boletim de Exportações produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O levantamento foi elaborado pelo analista em Relações Internacionais do DEE, Ricardo Leães.
Apesar da posição de destaque no ranking nacional, o Estado registrou retração de 1,9% nas exportações em comparação com 2024, o que representa queda de US$ 426,1 milhões. No mesmo período, as exportações brasileiras cresceram 3,5%. O principal fator para a redução foi a queda de 20,3% nas vendas do complexo soja, com recuo de US$ 1,3 bilhão, impactado pela estiagem. Também houve redução nas exportações de máquinas e equipamentos industriais, que caíram 32,2%, e de produtos florestais, com queda de 13%.
Por outro lado, alguns setores apresentaram crescimento. As exportações de carnes avançaram 15,4%, enquanto fumo e derivados tiveram alta de 11,1%. O segmento de veículos rodoviários registrou crescimento de 26,3%, impulsionado principalmente pela venda de veículos de passageiros, autopeças e acessórios.
No setor pecuário, o aumento das vendas de carne bovina e suína compensou a retração de 1,3% nas exportações de carne de frango. Já na indústria automotiva, o desempenho foi puxado principalmente pela exportação de partes e acessórios.
A China permaneceu como principal destino das exportações gaúchas em 2025, absorvendo 22,5% do total vendido pelo Estado. Em seguida aparecem a União Europeia, com 12,9%, Estados Unidos, com 7,7%, e Argentina, com 7%. Vietnã, Indonésia, Paraguai e Uruguai completam a lista dos principais compradores, que juntos concentraram 61,4% das exportações gaúchas.
A Argentina ganhou destaque ao se consolidar como o quarto principal destino, com exportações de US$ 1,5 bilhão e crescimento de 36,4% em relação ao ano anterior, impulsionado pela retomada das importações do país vizinho, especialmente de veículos e máquinas agrícolas.
Outro destaque foi Singapura, que registrou alta de 72,6% nas compras de produtos gaúchos, somando US$ 350,5 milhões, sendo mais da metade desse valor ligada à exportação de óleos combustíveis produzidos pela Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). A Indonésia também apresentou forte expansão, com crescimento de 167,1%, puxado principalmente por farelo de soja, fumo e cereais.
Em sentido oposto, houve retração nas vendas para China, Coreia do Sul e Irã. No caso chinês, a queda esteve associada à menor oferta de soja e celulose, além da redução nos embarques de carnes. A carne de frango sofreu impactos de embargos comerciais após registros de influenza aviária em Montenegro, embora tenha mantido participação relevante, com US$ 1,2 bilhão exportados no ano.
Já as exportações para os Estados Unidos foram prejudicadas pelo aumento de tarifas no segundo semestre. Após julho, as vendas externas perderam ritmo e fecharam o ano com retração de 10,9%, o equivalente a US$ 200,5 milhões. Entre agosto e dezembro, a queda concentrou-se principalmente em produtos como fumo não manufaturado, armas e munições, madeira, tratores agrícolas e celulose.
FONTE/CRÉDITOS: Portal RS News
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