A 200 dias das eleições gerais de 2026, marcadas para o dia 4 de outubro em primeiro turno, o cenário político do Rio Grande do Sul começa a ganhar contornos mais definidos. Com cinco pré-candidaturas colocadas ao Palácio Piratini, as articulações partidárias avançam e indicam como deve se desenhar a disputa estadual.
Até o momento, estão no páreo Edegar Pretto (PT), Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB).
Uma das movimentações mais relevantes ocorreu na última segunda-feira (16), quando o Progressistas (PP) definiu apoio à pré-candidatura de Luciano Zucco, após ser disputado também pelo MDB de Gabriel Souza. A decisão consolida uma das alianças mais estratégicas até aqui e reposiciona forças no tabuleiro eleitoral.
Com isso, o PL passa a contar com uma base ampliada, reunindo, além do PP, os partidos Novo, Podemos e Republicanos. Já o PT articula a maior coligação até o momento, com apoio de PSol, PSB, PCdoB, PV e Rede, fortalecendo o nome de Edegar Pretto na disputa.
O MDB, por sua vez, sustenta a pré-candidatura de Gabriel Souza com apoio de PSD e União Brasil, enquanto o PDT ainda não formalizou alianças externas em torno de Juliana Brizola, mas segue em negociações e aposta no desempenho da pré-candidata nas pesquisas de intenção de voto.
Uma das tratativas em andamento envolve justamente a possibilidade de composição entre PT e PDT, com o objetivo de formar um palanque unificado no Estado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reuniões recentes entre lideranças das duas siglas indicam avanço nas conversas, embora ainda sem definição.
No campo tucano, Marcelo Maranata deve contar com o apoio do Cidadania, partido federado ao PSDB desde 2022. Ele é, até o momento, o único pré-candidato com chapa parcialmente definida, tendo como pré-candidata a vice a produtora rural Betty Cirne Lima.
A oficialização das candidaturas e alianças deve ocorrer durante as convenções partidárias, previstas pela legislação eleitoral entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, o cenário segue em movimento, com possibilidade de novos acordos e rearranjos políticos no Estado.
FONTE/CRÉDITOS: G1
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