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Cultivo de flores gera informações e renda para produtoras envolvidas
Rejane Paludo

Agro

Cultivo de flores gera informações e renda para produtoras envolvidas

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Dália, gladíolo, girassol e statice. Pequenas áreas de todas essas espécies de flores são cultivadas pela agricultora Liane Bassanesi Fiaminghi, de São Marcos, desde que ingressou no Projeto Flores para Todos, desenvolvido pela equipe PhenoGlad, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a Emater/RS-Ascar e municípios. Além de uma paixão, as flores se tornaram fonte de renda para a produtora, que as comercializa na feira do produtor do município e na ornamentação de eventos.

“Eu me identifiquei mais com o girassol, mas eu continuo cultivando todas elas. Fui pegando gosto e fazendo feira toda semana, agregando valor junto aos nossos outros produtos”, conta a agricultora, que inovou e começou a fazer também buquês, arranjos, guirlandas e cestas com flores. E para o Dia da Mães, que está próximo, deverá ofertar também algumas dálias. Segundo ela, as flores têm boa aceitação e procura. “A gente tem um grupo da feira, então a gente anuncia os tipos de flores que tem, e outros produtos também. Daí o pessoal vê e já escolhe. E quando tem datas especiais, sai muito também”, relata a produtora, que encontrou nas flores um produto atrativo e uma nova renda. “É interessante porque os produtores rurais não estavam acostumados com esse tipo de cultivo, com esse produto. É uma coisa nova, um produto a mais que tem para oferecer. Claro que é bom, agrega valor e embeleza a propriedade”, comenta. 

A extensionista social da Emater/RS-Ascar de São Marcos. Inês Pilatti, ressalta que o município é pioneiro, na Serra, no programa Flores para Todos, sendo uma alternativa de incremento de renda da propriedade, inclusive fora do período de safra, que se abriu para aqueles que se identificaram com a atividade. “Sempre tem aqueles, como é o caso da Liane, que de adequam em qualquer trabalho, se destacam, procuram fazer o melhor. E aí, com certeza, todo mundo ganha com isso. E pra nós, como Emater, é maravilhoso, nós podemos aprender também. Porque são desafios que nos colocam, a gente dá todo esse assessoramento técnico, temos o respaldo do Escritório Regional e da UFSM, mas a gente também precisa dispor de tempo, de atenção, e a gente aprende muito com isso também. Então eu acho que, como técnicos de campo, nós, extensionistas sociais, só crescemos com isso”, salienta Inês.

A assistente técnica regional da Emater/RS-Ascar e, engenheira florestal Adelaide Ramos destaca ainda que neste ano participam do projeto Flores para Todos 14 municípios da região da Serra, trabalhando com o foco da inclusão social e de nova oportunidade de agregação de renda e qualidade de vida para as famílias envolvidas.

 

ENSAIO DÁLIA

 

Na atual fase do projeto, dentro do Ensaio Brasileiro de Dália de Corte, Liane recebeu bulbos das variedades Carla e Promise. “Foram plantadas junto, mas a Carla desenvolveu mais rápido, brotou antes, mas mais desparelha. E ela teve mais altura, a estrutura bem diferente. Já a Promise demorou um pouco mais para brotar, mas veio parelha, todas elas iguais. E ela é bem mais robusta também, aguentou bem melhor os ventos, a chuva”, conta a agricultora. Esses e outros aspectos que são observados e anotados pela produtora, e que vão desde a brotação até um teste de durabilidade das flores em vaso, geram conhecimento para as produtoras e para futuras publicações do projeto sobre a cultura. “A gente aprende a observar melhor tudo o que cultivamos”, diz Liane.

Além dela, também faz parte do Ensaio Dália a produtora Aline Margane Mallmann, de Picada Café, a Uergs de Vacaria e o Instituto Federal de Bento Gonçalves.

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Caxias do Sul
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