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Diversificação na produção agrícola abre oportunidades de negócio e amplia renda de família de Sobradinho
Paulo Carneiro da Cunha - divulgação Emater/RS-Ascar

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Diversificação na produção agrícola abre oportunidades de negócio e amplia renda de família de Sobradinho

Diversificação na produção agrícola abre oportunidades de negócio e amplia renda de família de Sobradinho

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Na propriedade da família Kobs, em Sobradinho, o cultivo de tabaco foi aos poucos dando espaço a uma nova atividade. Depois de conhecer uma experiência bem-sucedida de Arroio do Tigre, os agricultores decidiram diversificar a produção e investir no cultivo de mandioca e outras hortaliças. A iniciativa deu origem a uma agroindústria de alimentos congelados, que hoje se tornou a principal fonte de renda da propriedade.

"No início, eles produziam só a mandioca congelada. Aí veio a ideia de incrementar com mais alguns produtos, que foram os kits legumes, milho e tomate congelado, e foi muito bom, um sucesso", lembra o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Evandro Cremonese.

O começo foi desafiador, mas com investimentos e planejamento o casal Alcindo e Rosiclei de Bona Kobs conseguiu estruturar o empreendimento. "Não foi fácil porque a gente até então não tinha renda para fazer. Buscamos alguns incentivos, investimentos, e a gente foi diversificando para estar tudo adequado, conforme a fiscalização", relata Rosiclei.

A partir das atividades, o volume de produção também multiplicou. "Aquela vez nós chegávamos a mil quilos de mandioca. Hoje nós temos entre 8 e 10 mil quilos por ano. E depois disso a gente já botou outros produtos e só cresceu", destaca o agricultor Alcindo Kobs.

Hoje a agroindústria é a principal fonte de renda da propriedade. O tabaco segue presente, mas a mandioca e outras hortaliças, como moranga, couve-flor, alface e rúcula, ganharam protagonismo na produção, em vendas feitas diretamente aos consumidores e por meio de mercados institucionais.

Para o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, a diversificação colabora com a sustentabilidade financeira no campo. "O mercado tem altos e baixos. Este ano nós estamos passando por uma queda do preço da comercialização do tabaco, e com a diversificação é possível ter outra fonte de renda, outro produto para ajudar a cumprir com os compromissos", assegura Evandro Cremonese.

SUCESSÃO RURAL

Recentemente, Rosiclei e Alcindo ganharam um importante aliado no desenvolvimento da agroindústria. O filho Henrique retornou à propriedade para ajudar a família, apoio que já resultou em diversas inovações, como a criação de um serviço de tele-entrega através de um aplicativo de mensagens.

"O Henrique trouxe para a propriedade uma coisa que está comum na geração dele, que é a tecnologia. Ele divulga os produtos e os preços, e o pessoal faz as suas escolhas. E a gente percebe que isso está fazendo a diferença para a família", salienta a extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Maiquiele Schaefer Roso.

Com o retorno de Henrique à propriedade, a família também investiu em estufas para o cultivo de hortaliças. A estrutura assegura maior regularidade no fornecimento dos produtos. "O cultivo protegido garante um pouco mais de certeza da entrega. É uma carta na manga importante para o sucesso da agricultura familiar", adiciona Maiquiele.

NOVOS PROJETOS

Ao olhar para a trajetória da agroindústria, a família celebra os resultados conquistados ao longo dos anos. "Meu sentimento é de gratidão, porque é uma coisa que a gente viu que deu certo", conta Rosiclei.

Alcindo Kobs também enaltece o orgulho em ver seus produtos circulando na comunidade. "Gratidão é chegar no mercado e ver o pessoal levando o produto que a gente produz. Isso é muito gratificante para mim e para minha família", declara o agricultor.

Com novos projetos em andamento, Alcindo relata o sonho de expandir a agroindústria. "Eu penso em crescer, sempre com os pés no chão, mas procurando inovação. Temos muitas ideias. E queremos, a cada dia que passa, apresentar um produto melhor, de qualidade, para os nossos consumidores", afirma.

Rosiclei finaliza enfatizando que a família está disponível para receber e trocar experiências com outros produtores. "As portas da nossa agroindústria estão abertas para quem quiser visitar, ver nossa história. Se quiser colocar uma agroindústria, a gente está à disposição de falar o que a gente fez", garante.

 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
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