Em meio a pandemia, Senar-RS expande assistência técnica e gerencial a produtores

Em todo o Estado, 1,7 mil pessoas são beneficiados pelo programa ATeG

Em meio a pandemia, Senar-RS expande assistência técnica e gerencial a produtores

O ano de 2020 foi atípico, mas não conseguiu barrar a expansão da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS). Iniciada em fevereiro, a iniciativa hoje oferece atendimento individualizado e gratuito a 1,7 mil produtores rurais do Estado. Durante dois anos, eles receberão acompanhamento especializado com foco no aumento da produtividade e da renda.

Nessa fase inicial, a ATeG está atendendo a quatro cadeiras produtivas: Agricultura, Bovinocultura de Corte, Bovinocultura de Leite e Ovinocultura. Em breve, o programa se estenderá também para Agroindústria e Olericultura, sendo que estão previstas a implantação do serviço para Apicultura, Aquicultura, Avicultura, Fruticultura e Suinocultura. Até outubro, 61 dos 104 grupos previstos já haviam iniciado suas atividades.

Para prestar o serviço, o Senar capacitou mais de 200 técnicos de nível superior das áreas de zootecnia, medicina veterinária e agronomia, de empresas credenciadas. Cada profissional atende a um grupo de até 30 produtores rurais de uma mesma atividade e região, inscritos por meio de seus municípios ou sindicatos parceiros do Senar-RS. Em um dia agendado, o técnico vai a propriedade rural para realizar a ATeG, numa visita de quatro horas.

Como funciona

O trabalho é orientado por cinco passos. O primeiro é o diagnóstico produtivo individualizado, uma espécie de entrevista do técnico com o dono da propriedade. Nesse encontro, ele já é capaz de reconhecer as fragilidades e potencialidades do local. A partir daí, no segundo passo, técnico e produtor começam a construir um planejamento estratégico, focado em colocar metas nas atividades do negócio buscando o equilíbrio financeiro e a produtividade.

“A maioria dos produtores tem dificuldade em saber quanto custa o que produz. Eles se preocupam com o preço de venda e não se podem produzir bem gastando menos. É importante diferenciar produção de produtividade e, mais importante, de lucratividade. Aplicações de tecnologias e práticas de manejo devem sempre estar acompanhadas de boa gestão, com permanentes anotações de números, que se transformam em dados, que após analisados serão indicadores fundamentais para embasar as tomadas de decisões de técnicos e produtores dentro do programa ATeG”, explica  o supervisor da ATeG Pecuária de Corte, Paulo Afonso Bolzoni.

Na terceira etapa, o técnico propõe uma adequação tecnológica que tenha impacto no sistema de produção, sem nunca descuidar dos custos. Desenvolvendo o plano estabelecido, chega-se a quarta etapa: formação complementar. Os grupos de produtores fazem os cursos oferecidos pelo Senar-RS para atualizar conhecimentos e trocar experiências.

A quinta etapa é a avaliação sistemática dos resultados. A ATeG é um processo educativo para que o produtor e seus colaboradores se aproprie das técnicas e da gestão realizando as ações para produzir e gerenciar melhor a propriedade. Cada produtor recebe um caderno para fazer anotações e acompanhamentos de tudo o que acontece. O técnico usa esses dados para alimentar um sistema informatizado que faz as análises gerenciais.

Pecuarista em São Jerônimo, Patrícia Cardozo Bernardes, 46 anos, integra um dos 21 grupos da ATeG Bovinos de Corte, que reúnem 548 produtores rurais no Estado. Mesmo com pós-graduação na área, ela sentiu a necessidade de intensificar o aprendizado, especialmente no gerenciamento do negócio.

“Fiz muitos cursos. A gestão é muito importante. Uma das grandes dificuldades hoje, especialmente para os mais velhos, é gerir, planejar. É isso que estou buscando. Somos gratos por participar do programa, que comprova que é primordial ter planejamento e organização, além de atuar dentro dos padrões exigidos. Com isso se pretende gerar mais resultados de produtividade e, consequentemente, rentabilidade, que é o que buscamos”, elogia.

Todas as regiões do Rio Grande do Sul são contempladas pela ATEG. Para entrevistas e outras informações, entre em contato!

A Ateg em números
 
Fonte(s): Tatiana Py Dutra
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