O Governo do Rio Grande do Sul chegou, em 2025, à marca de R$ 1,7 bilhão investidos nas obras gerenciadas pela Secretaria de Obras Públicas (SOP). O maior valor, R$ 1,4 bilhão, se refere aos trabalhos em andamento. Para os já concluídos, destinaram-se R$ 298,3 milhões. Além disso, as barragens dos arroios Jaguari, em São Gabriel, e Taquarembó, em Dom Pedrito, receberam R$ 35,7 milhões no ano.
O Estado mantém em execução, atualmente, 330 obras em 287 prédios públicos. Em 2025, concluiu 252 trabalhos em 223 instituições. O cenário mostra que o Rio Grande do Sul está diferente. Antes, a capacidade de investimento do Estado era limitada. Agora, com a recuperação das finanças feita pelo governador Eduardo Leite, melhorias e construções havia muito aguardadas se tornam realidade.
“Estamos vivendo uma ampliação histórica dos investimentos em obras públicas porque o Rio Grande do Sul hoje é um Estado diferente e melhor. Essa transformação foi possível graças às reformas e às medidas estruturantes que colocamos em prática, que recuperaram a capacidade de investimento do governo e nos permitem voltar a planejar, executar e entregar. O resultado é um Estado cada vez mais presente, com barragens, prédios e infraestrutura que fazem diferença direta na vida das pessoas, fortalecem a segurança, o desenvolvimento e a qualidade dos serviços públicos em todas as regiões”, afirmou Leite.
“O último ano mostrou que a reestruturação do Estado e da SOP tiveram resultados positivos. Deixamos para trás um tempo em que nem salários eram pagos em dia, e hoje podemos falar de investimentos bilionários. Isso é fruto de um trabalho intenso e dedicado para mudar a realidade do Rio Grande do Sul”, afirma a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte. “É a realização de um compromisso firmado pelo governador Eduardo Leite de recuperar a capacidade de o Estado construir um futuro mais grandioso.”
Ao longo de 2025, a SOP fez balanços mensais para ampliar a transparência dos trabalhos desenvolvidos. O último do ano, de dezembro, revelou que o Estado investiu mais de R$ 37,1 milhões entre trabalhos começados e finalizados nos prédios públicos estaduais. Desse valor, as escolas receberam R$ 21,1 milhões, e os outros prédios, R$ 13,3 milhões. Além disso, R$ 2,7 milhões foram destinados à sequência da construção das barragens (que receberam mais R$ 600,3 mil da União no período).
Escolas
De 2023, no início desta gestão, até o final de 2025, o governo investiu cerca de R$ 200 milhões em obras concluídas em escolas. Quase metade desse valor, R$ 98 milhões, refere-se ao último ano. O número mostra a consolidação das inovações implementadas pelo Estado e pela SOP para destravar e impulsionar a recuperação da infraestrutura da Rede Estadual de Ensino. Foram 203 demandas atendidas em 179 escolas. Somados aos R$ 386 milhões das 249 obras em andamento em 220 instituições de ensino, a educação recebeu R$ 484 milhões no ano.
No último mês de 2025, investiram-se R$ 21,1 milhões na área, sendo R$ 15,4 milhões para 32 obras iniciadas em 32 escolas. A recuperação da cobertura da Escola Estadual de Educação Básica Doutor Sidney Guerra, em Erechim, por exemplo, recebeu R$ 1,4 milhão. Para 15 trabalhos finalizados em 15 instituições, o governo aportou R$ 5,7 milhões. Os investimentos possibilitaram melhorias como as que foram realizadas do Colégio Estadual Padre Colbachini, em Nova Bassano, que recebeu R$ 1,2 milhão.
Outros prédios
Para outros prédios, o governo destinou R$ 1,2 bilhão entre obras concluídas e as que estavam em execução no final do ano. A área da segurança puxou os investimentos, recebendo R$ 1 bilhão. No fim de 2025, os trabalhos estavam finalizados em 44 estabelecimentos, e 67 tinham atendimentos em andamento.
Em dezembro, o governo investiu R$ 13,3 milhões em obras iniciadas e concluídas. O maior valor destinou-se à pavimentação dos pavilhões do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (Parque da Expointer), em Esteio – que, concluída, recebeu R$ 5,3 milhões. Entre as iniciadas, a manutenção da cobertura da sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre, liderou os recursos, com R$ 2,8 milhões.
Barragens
As obras das barragens do arroio Taquarembó, em Dom Pedrito, e do Jaguari, em São Gabriel, receberam R$ 3,3 milhões em dezembro, sendo R$ 2,7 milhões provenientes do governo estadual. Em 2025, o marco das obras nas barragens foi a retomada da construção da estrutura do Taquarembó, que terminou o ano com mais de 60% de execução. Para 2026, a principal realização será a conclusão da Barragem do Jaguari, que está com 94% de execução e tem entrega prevista para o primeiro semestre.
Mais agilidade
O ano de 2025 marcou a consolidação de novos sistemas que tornaram mais ágeis as obras em prédios públicos do Rio Grande do Sul: a contratação simplificada (CS) e o credenciamento de empresas. As duas inovações fazem parte de uma reestruturação realizada na SOP para aprimorar a recuperação da infraestrutura dos imóveis do Estado. Somados, os investimentos viabilizados pelos dois modelos chegam a R$ 294,4 milhões.
Pela CS, 84 instituições de ensino tiveram obras concluídas no último ano, com investimento de R$ 43,5 milhões. Outras 222 obras estão em andamento, recebendo R$ 245,2 milhões. No total, são R$ 288,7 milhões destinados às escolas por esse modelo.
Na CS, as licitações são feitas por blocos regionais de prédios públicos. Cada lote tem uma empresa responsável, que é acionada conforme a necessidade. Assim, não é preciso uma nova licitação a cada demanda, acelerando as obras e os resultados para a sociedade. Dessa forma, os prazos se reduzem: o tempo entre a solicitação e o início dos trabalhos caiu de mais de mil dias em 2019 para aproximadamente 90. Com o sucesso na aplicação nas escolas, o método foi estendido para os demais prédios públicos.
Pelo sistema de credenciamento, em 2025 foram destinados R$ 5,7 milhões para novas obras. Nesse formato, eliminase a necessidade de realizar uma licitação para cada projeto ou serviço técnico de arquitetura e engenharia, permitindo acionar diretamente empresas qualificadas previamente habilitadas. Dessa forma, o prazo médio de contratação, que em outros modelos poderia variar de seis meses a um ano, foi reduzido para pouco mais de 30 dias.
Há a possibilidade de os sistemas atuarem de forma integrada: o projeto para um serviço em um prédio que esteja sendo atendido pela CS pode ser feito pelo credenciamento.
“O ano de 2025 mostrou que os caminhos tomados pelo governo do Estado e pela SOP foram proveitosos. Avançamos muito na modernização de práticas e processos da secretaria, enquanto no Piratini se trabalhava para dar condições de realizar as obras que o Rio Grande do Sul precisa. O resultado disso está em cada escola e prédio público que foi ou está sendo renovado, proporcionando a qualidade, a funcionalidade e o conforto que a população merece”, comenta Izabel.
Comentários: