A Fecomércio-RS divulgou a edição de fevereiro de 2026 do Índice de Confiança dos Empresários do Comércio Gaúcho (ICEC-RS). Com coleta nos últimos 10 dias do mês anterior, a edição não captura o efeito da incerteza originada pelo conflito EUA e Israel x Irã. Em fevereiro de 2026, o índice atingiu 89 pontos, representando alta de 1,2% na comparação com o mês anterior, após duas quedas consecutivas, e recuo de 2,5% frente a fevereiro de 2025. Com esse resultado, o ICEC permanece em campo pessimista, abaixo da linha de neutralidade de 100 pontos. Na margem, o avanço do indicador foi impulsionado pela melhora nas expectativas, enquanto os subíndices de condições atuais e investimentos apresentaram retração no período.
O Índice de Expectativas, único componente ainda no campo otimista, registrou 107,6 pontos, apresentando alta de 5,2% na comparação mensal e de 0,9% na comparação interanual. O resultado refletiu melhora disseminada entre os subíndices, com avanço nas expectativas em relação à economia brasileira, ao comércio e às próprias empresas. Na sequência, o Índice de Condições Atuais, o mais baixo entre os componentes, atingiu 63,6 pontos, registrando queda de 0,9% na margem e recuo de 6,0% na comparação interanual, reforçando a percepção negativa sobre o ambiente econômico atual. Por fim, o Índice de Investimentos marcou 95,8 pontos, com recuo de 1,7% em relação a janeiro de 2026 e queda de 3,8% frente a fevereiro de 2025. O resultado refletiu principalmente a piora na situação atual dos estoques e nas decisões de contratação de funcionários.
“A melhora na confiança na passagem do mês, apesar de positiva indicando redução do pessimismo, não compensa as quedas dos meses anteriores, devendo ser avaliada com cautela. Se por um lado o ICEC tem nos apontado para uma percepção de dinâmica de atividade contida na atualidade, por outro, mostrou uma reação nas expectativas. Essa calibragem pode vir tanto da perspectiva de algum fôlego decorrente das medidas que ampliam a renda disponível das famílias, como a ampliação do desconto no IRPF até R$ 5 mil, quanto dos cortes esperados para a Selic – mesmo que demorem para serem sentidas na atividade.” comentou o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn”
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