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Jovens pecuaristas investem no IATF visando fortalecer a produção e garantir o futuro no campo
Raquel Aguiar

Agro

Jovens pecuaristas investem no IATF visando fortalecer a produção e garantir o futuro no campo

Jovens pecuaristas investem no IATF visando fortalecer a produção e garantir o futuro no campo

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A história das irmãs Fernanda e Juliana Ruzycki, ao lado da mãe Ilse, de Guaíba, simboliza uma transformação que vem ocorrendo na pecuária familiar gaúcha. Após o falecimento do pai, em 2021, as jovens produtoras assumiram a administração da propriedade e, com orientação da Emater/RS-Ascar, decidiram investir em melhoramento genético por meio da técnica de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). A mudança trazida pelo protocolo IATF não apenas qualifica o rebanho, mas fortalece o protagonismo das mulheres na pecuária. O rebanho da propriedade familiar é composto por animais das raças Angus e Braford.

Antes, o manejo era com touros soltos entre as vacas durante todo o ano, o que resultava no nascimento de terneiros em períodos diversos e dificultava a formação de lotes para venda. Com a adoção do IATF, o cio das vacas passou a ser sincronizado por protocolos hormonais, permitindo inseminações em períodos definidos. Dessa forma, as produtoras rurais obtiveram lotes mais uniformes, com genética superior e maior valorização dos animais no mercado.
"Num primeiro momento mantivemos os touros no rebanho, mas depois vendemos os animais e partimos para a inseminação artificial. A troca permitiu o melhoramento genético e o retorno de clientes antigos da propriedade, que voltaram a comprar conosco", relata Juliana.

RENDA E PROTAGONISMO FEMININO NO CAMPO
Além das técnicas de inseminação artificial, Fernanda e Juliana buscaram capacitação junto à Emater/RS-Ascar em fruticultura, mecanização e piscicultura. Atualmente, além de aplicarem a técnica na própria unidade de produção familiar, prestam serviços de inseminação artificial em outras propriedades, o que se refletiu na ampliação da renda e na consolidação da autonomia.

O protocolo IATF dispensa a necessidade de manter, na propriedade, touros caros e de manejo complexo. O custo de cada animal – em torno de R$ 15 mil – é agora economizado pelas irmãs e investido na propriedade. Além disso, o uso de sêmen de alta qualidade garante ganhos genéticos e facilita a comercialização, já que os terneiros nascem em períodos concentrados do ano.

Conforme a extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Cora da Silveira, o protocolo IATF é vantajoso, especialmente para pequenas propriedades, pois dispensa a manutenção de touros, que precisam de piquete separado, além de ser um animal mais bravo para se lidar. "A busca da Família Ruzycki pela capacitação junto a um Centro de Treinamento da Emater ampliou as possibilidades da propriedade, antes concentrada só em gado de corte", avalia.

RAÍZES E FUTURO
A família segue firme no propósito de permanecer no campo. Movidas pelo vínculo afetivo com a terra e pela preferência pelo gado de corte, as irmãs transformaram o impacto da perda familiar em força para inovar. Hoje, os animais da propriedade já conquistam títulos em exposições e representam o futuro da pecuária familiar.

O exemplo das irmãs Ruzycki mostra que o protocolo IATF vai além da técnica reprodutiva, revelando-se uma ferramenta de empoderamento, sustentabilidade e permanência da juventude no meio rural.




FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
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