O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, caso que causou comoção nacional no início de 2026, em Florianópolis. Segundo o órgão, após análise de quase 2 mil arquivos, vídeos, mensagens e laudos periciais, não foram encontradas provas de que os adolescentes investigados tenham matado o animal.
De acordo com a manifestação apresentada pelas Promotorias de Justiça, os jovens “não estiveram com o cão no horário da suposta agressão” e a morte de Orelha teria ocorrido em razão de uma condição grave de saúde já existente, e não por espancamento. O documento protocolado possui cerca de 170 páginas.
O caso havia provocado revolta em todo o Brasil após a divulgação de imagens e denúncias apontando que o cachorro comunitário da Praia Brava teria sido brutalmente agredido por adolescentes. Na época, houve protestos, manifestações nas redes sociais e pedidos por punição rigorosa aos envolvidos.
Além do arquivamento relacionado à morte de Orelha, o MPSC também pediu o encerramento da investigação sobre suposta coação de testemunha envolvendo familiares dos adolescentes. Segundo a promotoria, as provas reunidas indicam que os fatos não tiveram relação direta com o inquérito da morte do animal.
A decisão final sobre o arquivamento ainda será analisada pelo Poder Judiciário.
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FONTE/CRÉDITOS: Jornal Razão
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