O cultivo de noz-pecã vem se consolidando como uma importante opção de diversificação e geração de renda para famílias do meio rural gaúcho. A atividade, conhecida como pecanicultura, ganha força em São Paulo das Missões, onde produtores deixam de produzir apenas para o consumo próprio e passam a investir em escala comercial, com bons resultados e perspectivas de crescimento.
Um dos exemplos é a propriedade da família Bremm, no Povoado Quinota. Irineu Bremm e seu filho Ivânio cultivam a cultura em uma área de 3,7 hectares e, nesta segunda semana de junho, estão em plena fase de colheita. O diferencial do negócio está na estrutura e nos equipamentos próprios, que garantem mais agilidade e qualidade no recolhimento e processamento das amêndoas. Além do lucro com a venda da produção, a família aumenta o faturamento prestando serviços de colheita para outros produtores em diferentes municípios do Estado.
Conforme explicam os técnicos da Emater/RS-Ascar, Júnior Kessler e Carla Scheunemann Droval, embora as nogueiras estejam presentes em diversas propriedades do município, na maioria dos casos o cultivo é pequeno e destinado apenas ao uso doméstico. Atualmente, apenas duas propriedades trabalham com foco comercial, somando 6,5 hectares plantados, mas o potencial de expansão é grande.
Depois de temporadas com resultados abaixo do esperado, causados principalmente por períodos de seca, a safra de 2026 apresenta um cenário muito mais favorável. A expectativa dos especialistas é de que a produtividade cresça ainda mais nos próximos anos, à medida que as árvores se desenvolvem e suas copas aumentam — o que influencia diretamente no volume de frutos produzidos.
Para as famílias rurais, a pecanicultura representa mais uma fonte de renda estável, capaz de complementar a receita das atividades tradicionais e agregar valor à propriedade rural.
FONTE/CRÉDITOS: Emater /Ascar RS
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