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Primavera começa nesta terça, com previsão de mais chuva e temporais no Rio Grande do Sul
Alex Rocha/Arquivo PMPA

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Primavera começa nesta terça, com previsão de mais chuva e temporais no Rio Grande do Sul

Estação começa nesta terça (22) sob influência de um El Niño muito forte.

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A primavera de 2026 começa nesta terça-feira (22), às 21h05, pelo horário de Brasília, com previsão de temperaturas acima da média, aumento dos volumes de chuva e maior ocorrência de tempestades. No Rio Grande do Sul e demais Estados da Região Sul, a estação deve ser marcada por precipitações elevadas e episódios de tempo severo.

O período segue até 21 de dezembro, às 18h50. Segundo Nota Técnica Conjunta do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), do CPTEC/Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e da Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), a primavera representa a transição entre as estações seca e chuvosa, principalmente na porção central do País.

Para o Sul, a previsão aponta precipitações acima da média nos três Estados. Os maiores desvios devem ocorrer no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os acumulados podem superar em até 200 milímetros a média histórica do trimestre.

O excesso de umidade também eleva a possibilidade de fenômenos severos. Entre eles estão os CCMs (Complexos Convectivos de Mesoescala), sistemas capazes de provocar chuva intensa, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual queda de granizo.

No território gaúcho, o cenário tende a ganhar força ao longo da estação. O norte e o noroeste aparecem entre as áreas com maior possibilidade de volumes acima do padrão. A combinação de frentes frias e sistemas convectivos também pode favorecer a formação de temporais.

De acordo com a Climatempo, o interior do Sul deve concentrar os principais episódios de instabilidade. No início da primavera, o Paraná tende a receber os maiores volumes, mas essa concentração deve avançar gradualmente em direção ao Rio Grande do Sul. Oeste, sul e sudoeste paranaenses, oeste e meio-oeste catarinenses, além do norte e noroeste gaúchos, estão entre as áreas com maior excesso de precipitação.

O calor, porém, não ficará afastado. Os termômetros devem registrar marcas acima da média em boa parte da região, especialmente no leste do Paraná. No Rio Grande do Sul, os valores tendem a permanecer próximos do padrão histórico, com possibilidade de temperaturas inferiores ao normal no sul do Estado.

O cenário será influenciado pelo El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial. A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) aponta mais de 95% de probabilidade de um episódio muito forte entre outubro e dezembro.

O fenômeno tende a reforçar o contraste entre a maior oferta de chuva no Sul e o calor, acompanhado de menor precipitação, no Centro-Norte do Brasil. O aquecimento da atmosfera também pode favorecer ondas de calor e intensificar a diferença entre massas de ar quente e frentes frias, criando condições para a formação rápida de tempestades severas.

No Hemisfério Sul, a primavera começa com o equinócio de setembro, quando o dia e a noite têm duração aproximadamente igual, e termina com o solstício de dezembro, que marca o início do verão.

Ao longo do período, os dias ficam gradualmente mais longos e as temperaturas tendem a subir. A estação também costuma apresentar mudanças rápidas nas condições atmosféricas, com alternância entre períodos de calor, entrada de massas de ar frio e formação de áreas de instabilidade.

No Brasil, a primavera é caracterizada pelo aumento gradual das chuvas em grande parte do País. O retorno da umidade favorece a ocorrência de pancadas, temporais e descargas elétricas, especialmente durante a tarde e a noite. No Sul, a passagem frequente de frentes frias contribui para a alternância entre períodos de estabilidade e instabilidade.

A estação também é importante para a agricultura, já que a regularização das chuvas e a elevação das temperaturas influenciam o calendário de plantio e o desenvolvimento das lavouras. Ao mesmo tempo, episódios de chuva intensa, granizo, vento forte e estiagens pontuais podem provocar impactos em áreas urbanas e rurais.

FONTE/CRÉDITOS: Portal RS News
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