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Estado passa a usar tecnologia com imagens 360° para monitorar obras públicas no Rio Grande do Sul
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Estado passa a usar tecnologia com imagens 360° para monitorar obras públicas no Rio Grande do Sul

Estado passa a usar tecnologia com imagens 360° para monitorar obras públicas no Rio Grande do Sul

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A Secretaria de Obras Públicas do Rio Grande do Sul (SOP) passou a utilizar um sistema de captura da realidade para acompanhar, de forma contínua e remota, a execução de obras em prédios públicos estaduais. A tecnologia, baseada no registro de imagens em 360 graus, permite documentar o avanço físico das intervenções ao longo do tempo, reduzindo falhas, desperdícios e retrabalhos, além de fortalecer os processos de fiscalização.
A ferramenta integra uma estratégia mais ampla de modernização da gestão das obras públicas, especialmente nos projetos de recuperação da infraestrutura de escolas e demais edificações do Estado. Por meio do sistema, os fiscais da secretaria conseguem acessar, à distância, uma plataforma digital que centraliza registros visuais, documentos técnicos e informações detalhadas sobre a execução das obras.
Segundo a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte, a atualização tecnológica é um dos pilares para a retomada dos investimentos em infraestrutura. “A atualização tecnológica é um dos pilares que estabelecemos para que o Estado recuperasse a infraestrutura de seus prédios e voltasse a investir em novas estruturas. O Rio Grande do Sul está alinhado com as mais modernas práticas de construção, o que garante agilidade e melhores resultados”, afirma.
O modelo adotado pelo Estado é o sistema Visi, desenvolvido pela empresa gaúcha Construct IN, sediada em São Leopoldo. Com a iniciativa, a Secretaria de Obras Públicas se torna a primeira do país a contratar uma solução desse tipo para o acompanhamento de obras públicas.
De acordo com o CEO da Construct IN, Tales Silva, o uso sistemático de registros visuais transforma a forma tradicional de fiscalização. “O uso sistemático de dados e registros visuais muda a forma como as obras são acompanhadas, porque desloca a gestão da percepção para a evidência técnica. Quando o acompanhamento deixa de ser pontual e passa a ser contínuo, a fiscalização ganha mais clareza sobre o andamento real das obras, o que reduz incertezas e melhora a qualidade das decisões”, explica.
Câmeras 360° ampliam controle nos canteiros de obras
O sistema permite a captura de imagens em 360 graus nos canteiros de obras, tanto em solo quanto com o uso de drones, vinculando os registros às plantas baixas, com data e geolocalização. Com câmeras acopladas aos capacetes de obra e conectadas a um aplicativo, todo o ambiente pode ser documentado em poucos minutos, dependendo do porte do projeto.
Esses registros formam uma linha do tempo completa do processo construtivo, possibilitando a comparação entre diferentes etapas da obra a partir de pontos de referência fixos. A adoção da tecnologia em escala estadual ocorreu após projetos-piloto que demonstraram ganhos significativos no alinhamento entre o planejamento e a execução.
Cada registro é associado ao cronograma e às plantas do projeto, criando um histórico contínuo da obra, conhecido na engenharia como As Built digital. Para a arquiteta da Secretaria de Obras Públicas, Raquel Medeiros Araújo, a ferramenta torna a fiscalização mais precisa e qualificada. “É muito útil porque ajuda, por exemplo, a visualizar algo inicialmente não notado. A câmera pega tudo, do teto ao piso”, relata.
Raquel utiliza a câmera 360° desde maio do ano passado na obra de recuperação geral do Colégio Protásio Alves, em Porto Alegre. O acompanhamento ocorre ao menos uma vez por semana, e a expectativa é de que a tecnologia também seja incorporada pelas equipes responsáveis pela fiscalização de obras no interior do Estado.
Além do registro visual, a plataforma permite reunir, em um único ambiente virtual, todos os documentos e profissionais envolvidos em cada projeto, reduzindo desencontros de informação. O sistema também pode ser integrado à metodologia Building Information Modeling (BIM), processo colaborativo baseado em modelos tridimensionais que apoia a criação, o gerenciamento e o compartilhamento de informações ao longo de todo o ciclo de vida das edificações.
A documentação contínua tende a contribuir para decisões mais objetivas e para o aumento da transparência sobre o investimento público em infraestrutura, oferecendo maior clareza quanto a prazos, custos e conformidade técnica das intervenções.
“Estamos elevando o padrão das obras do Estado. A adoção dessa nova tecnologia torna o monitoramento dos trabalhos mais eficiente e preciso. O acompanhamento minucioso de cada etapa garante maior exatidão na construção e, consequentemente, edificações mais qualificadas e seguras”, finaliza Izabel Matte.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
 
FONTE/CRÉDITOS: Revista OE
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