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Sistemas agroflorestais destacam diversificação produtiva na Expointer 2026
Divulgação Emater/RS-Ascar

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Sistemas agroflorestais destacam diversificação produtiva na Expointer 2026

Sistemas agroflorestais destacam diversificação produtiva na Expointer 2026

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A diversidade de plantas e a convivência entre diferentes espécies estão presentes na 49ª Expointer, que ocorre até 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O espaço dedicado aos Sistemas Agroflorestais apresenta formas de cultivo que buscam aproximar a produção agrícola dos processos encontrados na natureza, com diferentes espécies ocupando o mesmo ambiente e contribuindo para a conservação do solo, da água e da biodiversidade.

A proposta do espaço de sistemas agroflorestais parte do princípio da sucessão natural, com o uso combinado de espécies de interesse econômico, plantas nativas e espécies espontâneas. Entre as culturas apresentadas estão banana, hortaliças e milho, em um arranjo que permite diversificar a produção e aproveitar diferentes estratos da vegetação.

Além da variedade de alimentos, o sistema pode contribuir para a formação de uma camada de matéria orgânica sobre o solo, reduzir processos erosivos e favorecer a retenção e a infiltração da água da chuva. A presença de diferentes espécies também amplia as possibilidades de produção, que podem incluir frutas, madeira e alimentos processados, como geleias e doces.

Na parcela, a diversidade também aparece em sistemas voltados à produção de hortaliças. Um deles é o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), apresentado com cultivos de brócolis, tomate, alface e repolho. A proposta busca reduzir o revolvimento do solo e manter a cobertura do solo, contribuindo para a conservação da estrutura do solo e para o manejo da área.

Policultivo orgânico

Outra atividade apresentada é um sistema de policultivo de hortaliças em manejo orgânico. Alface, beterraba, couve, cebolinha, salsa, tomate, brócolis e fava estão entre as espécies cultivadas. Para o extensionista rural Marcelo Biassusi, a variedade de culturas ajuda a mostrar como diferentes espécies podem ocupar o mesmo espaço e formar uma horta produtiva.

Segundo Biassusi, a proposta de policultivo também pode ser aplicada em espaços urbanos, aproximando a produção de alimentos do cotidiano das comunidades. “É um sistema para quem trabalha com hortaliça em casa ou em espaços urbanos, de forma a ter segurança alimentar dentro da comunidade, em hortas urbanas, associações e escolas”, afirma.

A organização dos cultivos permite planejar o plantio de diferentes espécies ao longo do ano, conforme a época adequada para cada uma, e avaliar o uso de recursos como a irrigação por gotejamento. “A ideia é mostrar uma horta que passa o ano todo produtiva”, destaca Biassusi.

Reunindo agrofloresta, plantio direto e policultivo, a parcela mostra diferentes caminhos para produzir alimentos a partir da diversidade. O espaço convida os visitantes a observar como o manejo do solo, a combinação de culturas e a presença de diferentes plantas podem formar sistemas de produção que conciliam alimento, conservação e uso dos recursos naturais.

Como atração complementar é apresentado o trabalho de certificação de erva-mate, com demonstração do processo de fabricação e exposição de produtos certificados.

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Ascom Emater/RS-Ascar
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