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Urna eletrônica faz 30 anos com mais acessibilidade e segurança reforçada
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Urna eletrônica faz 30 anos com mais acessibilidade e segurança reforçada

Antes da informatização, a votação era realizada em cédulas de papel e a apuração dependia de procedimentos manuais.

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A urna eletrônica brasileira completa 30 anos em 2026 com novas ferramentas destinadas a facilitar a votação e uma série de mecanismos voltados à segurança e à fiscalização do sistema eleitoral. O equipamento foi utilizado pela primeira vez nas eleições municipais de 1996 e, desde então, passou por sucessivas atualizações de hardware, software e recursos de acessibilidade.

Para as eleições deste ano, a Justiça Eleitoral adotou uma nova interface para tornar a utilização do equipamento mais intuitiva. Uma das principais mudanças é a utilização da fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute e voltada a facilitar a leitura por pessoas com deficiência visual.

A urna também passou a apresentar uma barra de progresso na parte superior da tela. O recurso permite que o eleitor acompanhe as etapas da votação e saiba quais cargos já foram preenchidos e quais ainda precisam receber o voto.

Outra novidade é a ampliação do uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O sistema conta com vídeos de intérprete para orientar o eleitor sobre os cargos em disputa. O equipamento também possui recursos de áudio para auxiliar pessoas com deficiência visual.

A tecnologia da urna evoluiu ao longo das três décadas. Os modelos mais recentes possuem maior capacidade de processamento e incorporam recursos destinados à segurança e à fiscalização do processo. O modelo UE2020, por exemplo, apresenta capacidade de processamento superior à geração anterior e recursos criptográficos certificados.

A segurança do sistema também é submetida a testes periódicos. O Tribunal Superior Eleitoral realiza o Teste Público de Segurança, no qual especialistas, pesquisadores e representantes de instituições podem tentar identificar vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.

Os códigos-fonte utilizados pela Justiça Eleitoral também ficam disponíveis para fiscalização das entidades autorizadas. O acesso é realizado antes das eleições, permitindo a análise dos sistemas utilizados na votação e na apuração.

Outro mecanismo é a geração de arquivos que podem ser utilizados posteriormente para auditoria. Entre eles estão os Boletins de Urna, que registram a votação de cada seção eleitoral e são disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

A urna eletrônica foi criada para substituir etapas manuais do processo eleitoral. Antes da informatização, a votação era realizada em cédulas de papel e a apuração dependia de procedimentos manuais. A mudança para o sistema eletrônico permitiu acelerar a totalização dos votos e reduzir a participação humana em etapas da apuração.

Ao longo dos anos, o equipamento também recebeu recursos específicos para ampliar a acessibilidade. Entre eles estão teclado numérico com marcações em braile e recursos táteis, saída de áudio para fones de ouvido, sintetizador de voz e identificação das candidaturas por meio de recursos sonoros.

Para as eleições de 2026, a Justiça Eleitoral também desenvolveu soluções que poderão ampliar a autonomia de eleitores com deficiência. Um suporte móvel será testado para permitir diferentes formas de posicionamento da urna, possibilitando, por exemplo, o registro do voto com o pé ou com apoio posicionado na cabeça.

A evolução da urna ocorre paralelamente ao aperfeiçoamento dos procedimentos de fiscalização. A Justiça Eleitoral afirma que o sistema eletrônico passa por diferentes etapas de verificação antes, durante e depois da votação.

A primeira utilização ocorreu em 1996, em eleições municipais. A adoção foi ampliada gradualmente até alcançar todo o eleitorado brasileiro. Desde então, o sistema passou por diferentes gerações de equipamentos e atualizações tecnológicas.

FONTE/CRÉDITOS: TRE-RS
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