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Jovem de Dezesseis de Novembro investe em agroindústria de mandioca
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar 

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Jovem de Dezesseis de Novembro investe em agroindústria de mandioca

Jovem de Dezesseis de Novembro investe em agroindústria de mandioca

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A mandioca/aipim segue como uma das culturas importantes para a geração de renda e segurança alimentar no meio rural do Rio Grande do Sul. Além de abastecer o consumo das famílias e o mercado local, a produção também impulsiona iniciativas de agregação de valor, como agroindústrias familiares. Um exemplo é o projeto da jovem agricultora Nathália Paz Renner, que junto com a família está implantando uma agroindústria de mandioca no município de Dezesseis de Novembro, na região das Missões.

Em Dezesseis de Novembro, a produção de mandioca se destaca como alternativa de geração de renda para as famílias. A jovem agricultora Nathália Paz Renner, de 19 anos, está à frente de um projeto de implantação da Renner e Filhas, a primeira agroindústria do município cadastrada no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Da produção à legalização da agroindústria, ela conta com o apoio da Emater/RS-Ascar.

 

A iniciativa surgiu de um desejo antigo da família, aliado à demanda de consumidores, que já procuravam o produto, comercializado de forma informal. “Era um sonho da nossa família e, como já vendíamos mandioca na informalidade, muitas pessoas pediam para vender em mercados e consumir em restaurantes. Então a gente acabou juntando o útil ao agradável”, relata.

 

De acordo com Nathália, a família sempre cultivou mandioca na propriedade, mas a comercialização começou há cerca de dois anos. Atualmente, a produção ocupa uma área aproximada de um hectare e envolve o trabalho conjunto do pai Davi André, da mãe Elisângela, da irmã Eduarda e do cunhado Ariel. “A gente escolheu trabalhar com mandioca porque era o menos burocrático e também o que geraria renda para a família”, explica, ao destacar que a mandioca é comercializada descascada e congelada. 

 

Para o futuro, a jovem deseja ampliar a área e diversificar a produção, com a inclusão de novos itens, como kits para sopa e polpas de frutas, e também participar de feiras. Nathália destaca o apoio da Emater/RS-Ascar: “Como é um projeto novo, a Emater continua nos auxiliando e tirando dúvidas para que possamos executar da melhor forma e ter êxito”, destaca.

 

No município de Dezesseis de Novembro, a área com mandioca é de 60 hectares, cultivada principalmente para autoconsumo e, o excedente, para fins comerciais. A família de Natália encontrou uma forma de agregar valor à produção.

 

A MANDIOCA NAS REGIÕES

 

Ainda na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, no Noroeste do Estado, a cultura da mandioca apresenta bom desenvolvimento nas lavouras. As precipitações dos últimos períodos favorecem o desenvolvimento das plantas, especialmente nas áreas afetadas pela falta de umidade no solo. Em lavouras onde iniciou a colheita, observa-se rendimento e qualidade das raízes satisfatórios.

 

Já na região de Soledade, a elevação da umidade no solo pela ocorrência de chuvas favoreceu a formação de raízes. Quanto aos aspectos fitossanitários, a cultura apresenta manchas foliares, causada por antracnose e cercosporiose, que levam à perda foliar, afetando a produtividade. Começou a colheita de variedades de ciclo precoces.

 

Na região de Lajeado, em São José do Hortêncio, cerca de 20% da área total cultivada com mandioca foram colhidas. O início da colheita foi impactado pelo tempo excessivamente seco, mas essa situação já foi superada, e a colheita segue normalmente. A perspectiva é de uma safra normal, com boa produtividade e poucos registros de problemas fitossanitários.

 

Além de garantir alimento na mesa das famílias e abastecer mercados locais, a mandioca se consolida como uma importante alternativa de geração de renda no meio rural. A produção associada a agroindústrias familiares permite agregar valor, fortalecer a permanência e a sucessão das famílias no campo e ampliar as oportunidades de comercialização.

 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar 
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